domingo, 11 de dezembro de 2016

Sobrecarregada

                       

                Quando eu era criança e depois adolescente, todas as minhas guerras eram muito barulhentas. Foi assim que eu cresci, foi assim que eu aprendi. Eu gritava, esperneava, (mais velha) xingava. Fazia questão de magoar o máximo quem havia me magoado. Fazia questão de mostrar o máximo do que eu estava sentindo. Até que eu cresci.
                Percebi que tudo isso pouco importa. Tenho os pensamentos bem claros na minha cabeça quando estou chateada com alguma coisa. Tenho todos os argumentos elaborados e sei quando tenho razão ou não. Sei tudo o que sinto e penso bastante sobre tudo. Sobre o que queria falar, sobre o que importaria ser falado por mim ou por outra pessoa. Mas nada mais sai. Entendi que para falar sozinha é melhor não abrir a minha boca.
                Agora, todas as minhas guerras são silenciosas. Todas as minhas guerras são bem solitárias.


                                               Até Breve,

                                                               Steh.

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