Quando eu era criança e depois
adolescente, todas as minhas guerras eram muito barulhentas. Foi assim que eu
cresci, foi assim que eu aprendi. Eu gritava, esperneava, (mais velha) xingava.
Fazia questão de magoar o máximo quem havia me magoado. Fazia questão de
mostrar o máximo do que eu estava sentindo. Até que eu cresci.
Percebi
que tudo isso pouco importa. Tenho os pensamentos bem claros na minha cabeça
quando estou chateada com alguma coisa. Tenho todos os argumentos elaborados e
sei quando tenho razão ou não. Sei tudo o que sinto e penso bastante sobre
tudo. Sobre o que queria falar, sobre o que importaria ser falado por mim ou
por outra pessoa. Mas nada mais sai. Entendi que para falar sozinha é melhor
não abrir a minha boca.
Agora,
todas as minhas guerras são silenciosas. Todas as minhas guerras são bem
solitárias.
Até
Breve,
Steh.

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