E eu gostava de fingir que não sabia disso, mas me magoava pra caralho.
E eu me lembro de sempre perdoar as merdas que as pessoas me falavam e fingir que aquilo nunca aconteceu, e tentar continuar amiga... E isso se estendeu por toda a minha adolescência e vida adulta jovem.
Eu adorava sair e estar com as pessoas mas doía porque eu percebia o quanto não fazia a menor diferença para elas, nunca fez.
Fiz muita coisa pra tentar pertencer a grupinhos, muitas coisas que eu não faria novamente. Mascarei completamente a minha personalidade para parecer desencanada e extrovertida quando na verdade sou muito na minha.
Daí eu aprendi a me fechar, a sumir. Daí eu percebi o quanto realmente eu não significava. E daí eu aprendi que eu não devo ir atrás, não preciso ficar me humilhando por atenção. Implorando atenção, amizades, momentos...
Dói muito, mas só em mim, pros outros não faz a menor diferença então não adianta ir atrás.
Vou sofrer sozinha mas vou sofrer o dobro revivendo sempre a mesma sensação de pequenez, de ser muito pouco pro outro, de não fazer a menor diferença e as pessoas só falam por interesse, pra pisar, ou pra se sentir maior, superior, mais....
Então prefiro ir sumindo, sumindo...
Até ser só dentro de mim mesma.
Não ser para mais ninguém.
É bem difícil e dói muito ser sozinho, mas dói menos do que esperar algo dos outros. Dói bem menos
do que quebrar a cara.
Porque as pessoas são muito indiferentes.

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